'Cause everybody's living...
...in a material world.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
[BLOG "CASEIRO"]
Eis o link do blog criado para contar o passo a passo da minha mudança para o flat alugado: INQUILINA EM LONDRES . Estou feliz com o meu bloguinho novo. Visitem! :)
domingo, 13 de novembro de 2011
[NOVO LAR]
Há duas semanas assinei o contrato de locação de um flat aqui em Londres. Eu ainda não me mudei para lá, mas fico indo e vindo. O imóvel ainda está peladinho, eu aluguei um flat sem mobília, pois tive que escolher entre um lugar mobiliado num bairro não muito bom ou um lugar sem mobília mas num bairro legal. Era o que o meu orçamento permitia. Fiquei com a segunda opção.
Hoje eu me dei conta de que tenho muitas ideias, muitos itens, muito TUDO na cabeça e preciso me organizar. Assim, estou criando um blog para eu poder me organizar melhor e ao mesmo tempo poder dividir esta etapa da minha vida com a minha família que ficou no Brasil. Ele ainda está sem forma, então assim que ele estiver bonzinho o suficiente para publicar, eu coloco o link aqui.
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Hoje eu me dei conta de que tenho muitas ideias, muitos itens, muito TUDO na cabeça e preciso me organizar. Assim, estou criando um blog para eu poder me organizar melhor e ao mesmo tempo poder dividir esta etapa da minha vida com a minha família que ficou no Brasil. Ele ainda está sem forma, então assim que ele estiver bonzinho o suficiente para publicar, eu coloco o link aqui.
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sábado, 29 de outubro de 2011
[Caridade]
Aqui em Londres eu percebo, desde que cheguei, como a caridade é um tema bastante explorado. Há lojas de caridade por toda a cidade, e as campanhas também são muito fortes, muito divulgadas, com muitos voluntários nas ruas. É bonito. É diferente também. Pelo menos em São Paulo (que eu me lembre) as campanhas são muito pontuais, como Mc Dia Feliz, Criança Esperança e não muito mais do que isso. Aí tem os terríveis telemarketings que ficam importunando e querendo que você doe o ano inteiro, todo mês, e perturbam a sua vida eternamente. A proposta aqui é muito mais interessante e realmente incentiva você a ajudar o ano inteiro, mas de uma maneira diferente, mas direta. As lojas, por exemplo, as chamadas Charity Shops, são lojas alimentadas por doações de roupas, móveis, artigos de casa, livros, sapatos, etc. Aqui perto de onde estou morando tem um monte dessas lojas, uma atrás da outra. Perto do meu trabalho tem mais duas. E andando por qualquer canto de Londres eu vejo outras. Eu sou cliente de charity shops. É bom para elas e é bom para mim. Não compro TUDO lá, mas já comprei casacos e echarpes, e estou para comprar alguns móveis/itens de casa, logo que eu alugar um apartamento (Oxalá que seja logo!). Um casaco que custa £100 numa loja é vendido a £10, £20... sim, é tudo de segunda mão, mas tem muita coisa boa. E é o ano inteiro, as lojas estão sempre lá, com clientes indo e vindo, doações entrando e logo saindo. Algumas das instituições que possuem lojas são:
YMCA (sim, o famoso YMCA da música)
O que me inspirou a escrever este post foi o Cancer Research UK. Indo para o trabalho na 6a Feira (ontem), entrando na estação de trem eu vi um moço grandão, todo vestido de rosa, com um chapéu engraçado e um balde de lata na mão, como um cofrinho em tamanho GG. Ele estava lá como voluntário do Cancer Research, e os passageiros da estação podiam doar. Na ida eu passei correndo para não perder o trem. Na volta, cerca de 09h depois, ele ainda estava lá, firme e forte com a sua lata na mão. Acho bonito o trabalho voluntário. Acho legal a proposta. Sou a favor das pesquisas. Dessa vez eu estava indo pra casa, então tranquila. Parei e doei a minha moedinha mais alta £1. Não está sobrando dinheiro para mim, mas certamente aquela £1 ia acabar virando um chocolate, rs. Ganhei um "badge" (não lembro o nome em português) super bonitinho que coloquei na minha bolsa (do lado de fora) para passar adiante a existência desta instituição, mas como lembrete apenas pois creio que todos aqui saibam de sua existência. Não sei qual o custo disso no Brasil, mas acho justo que uma pessoa/empresa com recursos pratique esta ideia das lojinhas de caridade. Daria bem mais certo do que tentar forçar as doações por telefone ou colocar o instinto solidário do Brasileiro para funcionar apenas 1x ao ano.
domingo, 16 de outubro de 2011
[Tão tão distante]
Trocar uma cidade com quase 20 milhões de habitantes por uma cidade com menos de 9 milhões é uma mudança GIGANTE. Curiosamente nesta cidade bem menor, vejo taaantos policiais nas ruas, só olhando, paradinhos, o movimento. (Creio que se a população Londrina aumentasse em 10 milhões, o número de policiais aumentaria proporcionalmente. Mas claro que isso não vai acontecer, nem cabe isso tudo de gente aqui.) Não existe empurra-empurra nas estações de trem e metrô. Não existe um mar de gente dominando as ruas mais freqüentadas. A hora do rush é bem movimentada, pessoas vão sim em pé no transporte público, mas não rola o “encoxê” paulistano. Eu já estou mal acostumada com isso, dia desses eu reparei em como eu não me importo em andar de ônibus, metrô e trem aqui, e como eu odiava muito fazer isso em São Paulo. Eu não gosto de ficar comparando, mas como disse o meu irmão 2 semanas atrás “você não gosta, mas você VAI, e MUITO, comparar Londres a São Paulo”. É... eu sinto muita falta de casa, dos amigos, dos “points” como Kamaleon, Osnir, Magic Chicken e Parque da Independência, mas do “big Picture” eu não sinto falta alguma.
Não sinto falta dos policiais marginalizados, não sinto falta do altíssimo índice de criminalidade e impunidade, não sinto falta de não haver câmeras de segurança nas ruas (mas radar de trânsito tem aos montes!), não sinto falta da greves dos bancários e dos correios, não sinto falta de pagar CARO por todo tipo de produto e serviço, não sinto falta de pagar impostos indecentes a troco de NADA, não sinto falta de esperar meia hora por um ônibus lotado, com gente pendurada até na porta e no “bumbum” do veículo, não sinto falta de viver com medo. Eu sou muito da opinião de que a maldade está nas pessoas e não no local onde elas vivem, ou seja, eu posso sair de São Paulo (“violenta”) e morrer assassinada em Londres (“segura”), porém eu não preciso ficar explicando aqui a diferença entre morar em locais X ou Y.
Eu sinto falta de comprar frutas e verduras na feira de Domingo, sinto falta de ir ao Sacolão e o moço cortar o presunto na hora, em fatias bem fininhas, do jeitinho que a freguesa gosta! Sinto falta de ganhar vale transporte e vale refeição e sinto falta de fazer 1h de almoço na rua. Eu faço isso aqui, mas acho que eu sou a única! Todo mundo almoça em frente ao computador, trabalhando, que nóia! Minhas colegas latinas também estranham, mas o fazem. Eu não faço, me recuso, como na cozinha e uso o restante do tempo pra caminhar. Só não sei se vou ter coragem de fazê-lo quando chegar o inverno rigoroso, mas ainda assim, vou comer na cozinha, e não de frente para o meu computador, trabalhando.
A parte ruim de viajar pra tão longe é estar tão tão distante de pessoas (e cachorrinhos) absurdamente importantes. São 12h de vôo de distância, quatro horas no fuso horário (agora 3 e em breve 2, três vivas aos horários de verão opostos!), um idioma. A tecnologia tenta estreitar os laços de quem estão tão tão distante, mas quanta coisa cabe num abraço?
[A sua cirurgia]
Li seu blog no dia 10 e fiquei ansiosa por você (certamente nem perto da ansiedade que você, seu marido, familiares e amigos mais próximos, mas senti muito). Fiz uma oração e torci muito para que desse tudo certo. Dias depois eu soube pela nossa amiga que você já estava em casa (na casa da sua mãe?), que notícia boa! Estou feliz que até o presente momento esteja tudo caminhando bem e torço (além de realmente acreditar) que vai ficar tudo bem e esta fase da sua vida logo será página virada, apenas mais uma história para contar aos seus netos! Estou aqui de longe acompanhando a sua trajetória, penso em você todos os dias e peço que Deus te abençoe muito muito muito! Força para as próximas etapas, não vejo a hora de ler em seu blog que a luta terminou e que você venceu!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
[Engano]
Mal cheguei em Londres e já liga gente errada no meu celular. Dear Paul, my name is not Aaron and Aaron is no one I know, this is not his mobile so PLEASE get real! Ele mandou sms. Aí hoje ligou 2x e 2x eu falei que ele ligou errado, que esse celular é MEU e que eu não conheço nenhum Aaron. O que ele fez? LIGOU DE NOVO. O que eu fiz? NÃO ATENDI MAIS. O que ele fez? DEIXOU RECADO NA CAIXA POSTAL. Qual recado? "Aaron, este é o seu celular pois foi a sua mãe que me passou o número, porém uma moça fica antendendo e dizendo que este número é dela e que ela não te conhece. Mas foi a sua mãe que me passou esse número! Me ligue, por favor. É o Paul". Paul, morro de dó, sei que você quer muito falar com o Aaron, mas eu juro por Deus que este celular sempre foi meu e eu não conheço o Aaron... :(
Hoje em dia não tem muito como errar. Ou o número está certo ou errado e ponto, os celulares registram o número que você ligou, então se você digita o MESMO número, você SABE que o está fazendo. Se está digitando um número diferente, sabe também. Insistir só aborrece a pessoa para quem você está ligando. Please stop...
[Emprego]
É, faz menos de um mês que cheguei aqui e já estou empregada, que bonito, que beleza! Fiquei feliz por não ficar meses encostada esperando alguma boa alma ir com a minha cara. E também foi a primeira vez que eu participei de tantos processos em tão pouco tempo e tive resultados positivos assim, geralmente ninguém queria muito saber de mim, até arrumar entrevista era difícil. Uma vez entrevistada, eu costumava ter bons retornos, mas ser chamada para as entrevistas sempre foi difícil, não sei qual o problema no Brasil... Aqui meu CV é bem apreciado.
Cheguei no dia 09/09, 6a Feira. Na 2a Feira dia 12 eu já fui para uma entrevista (empresa A). Aí na outra semana fiz entrevista em outro lugar (empresa B). Nessa mesma semana me ligaram e fui chamada pra uma entrevista para 15 dias depois (empresa C). Aí na outra semana (aí faltando 1 semana para a entrevista com a empresa C) fiz uma 2a entrevista na empresa B. Aí a empresa A me aprovou, mas como eu não gostei de lá, recusei. Aí no dia da entrevista com a empresa C, eu já até estava lá, recebi um telefonema, eu havia sido aprovada na empresa B. Aceitei e é pra lá que eu vou. Aí eu fiz a entrevista com a empresa C, porque eu já estava lá mesmo. No outro dia recebi um telefonema falando que eu fui aprovada pra 2a e última fase. Uau! Isso nunca aconteceu comigo, três oportunidades em tão pouco tempo!
Estou feliz, pois sinto Deus sorrindo para mim. Espero que Ele continue me abençoando e que tudo dê certo. Ontem meu cunhado (com quem estou morando) comentou com o meu irmão sobre tudo isso que eu escrevi no parágrafo acima. Meu irmão ficou feliz por mim e disse que acha que eu fiz uma boa escolha apesar de eu não ter terminado o processo da empresa C, mesmo porque uma colega de trabalho dele saiu do emprego (onde ele trabalha) para trabalhar na empresa C. Dois meses depois, ela voltou pro antigo emprego (onde meu irmão trabalho). Ele disse que a moça não se adaptou na empresa C e que o pessoal lá aparentemente não é muito legal. Eu não fui com a cara da empresa A. Escolhi não ir até o fim com a empresa C (eu estava com o sentimento de que ia dar certo, mas optei por não "furar" com a empresa B, que eu gostei muito), eu preferi a empresa B. Parece que eu fiz a escolha certa, até o momento eu acho que sim. Estou feliz. Começo na 4a Feira :)
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